Uma índia macuxi fugiu da maloca bonita, no rio Surumu, com o filho de um tuxaua Taulipang.

E nunca mais se separaram.

Se ele ia pescar, ela ia também.

Se ela ia banharse, ele ia também.

Se ele ia caçar, ela ia também.

Se ela ia para a roça, ele ia também.

Nove meses depois a índia tornou-se mãe.

Mas a criança nasceu morta e a índia não conseguia levantar ou caminhar.

E, desde esse dia, nunca mais conseguiu forças nas pernas para andar.

Então o índio passou a levar a sua amada nos ombros para toda parte.

Um dia saíram pelo campo comendo mangaba e muruci.

O sol foi embora. Veio a lua. Veio o sol. Depois a lua veio. E assim aconteceu durante muitos e muitos dias.

E os dois amantes nunca mais voltaram.

Muito tempo depois, no lugar onde encontraram o arco, as flechas, do homem; a tanga, os brincos e a pulseira da índia, crescera um Tajá de um verde brilhante, que não conheciam.

Essa planta, que é o Tamba-Tajá, nascida do corpo dos índios amantes, tem nas folhas uma reprodução vegetal do sexo da mulher e no talo da folha o sexo do homem.


(Leyenda amazónica del Tamba-Tajá)